Diversos motivos levaram à um interrupção das atividades de TUPRÓ. Estamos há quase seis meses sem divulgar textos.
Pretendemos voltar repaginados em breve. As novidades virão e você saberá por aqui.
Para não lhes deixar na mão, um de nossos colaboradores (ao menos é o que mais entende de música, apesar de passar pouco por aqui) autor dos textos mais técnicos e elaborados do blog, autorizou divulgar que está no twitter. Enquanto TUPRÓ não retoma suas atividades, você pode tentar acompanhar o cara por lá.
Link direto
Alguns textos dele aqui em Tupró:
Grandes histórias do mundo da música
Keane - Perfect Symetry
Open Labs
Nos vemos em breve.
12 Junho, 2009
14 Dezembro, 2008
Coldplágio e Joe Sabichão
Corram para as montanhas! Joe Satriani acusou publicamente o Coldplay de plágio.
Segundo o chatão das guitarras, Viva La Vida dos chatões do brit-pop chororô, é plágio de uma música sua (que creio, só meia dúzia de gatos pingados conheciam) chamada If I Could Fly de 2004.
O que pode acontecer quando algumas das pessoas mais chatas do mundo entram em rota de colisão, é imprevisível. São muitos os casos de músicos semi-famosos que acusam grandes grupos de plágio. Esse é apenas mais um. Quem não se lembra de KD Lang?
Bom tire suas próprias conclusões no link abaixo. Se analisassemos técnicamente, tirariamos as nossas. Mas analisar tecnicamente Joe Satriani é de foder. Coldplay então...
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Segundo o chatão das guitarras, Viva La Vida dos chatões do brit-pop chororô, é plágio de uma música sua (que creio, só meia dúzia de gatos pingados conheciam) chamada If I Could Fly de 2004.
O que pode acontecer quando algumas das pessoas mais chatas do mundo entram em rota de colisão, é imprevisível. São muitos os casos de músicos semi-famosos que acusam grandes grupos de plágio. Esse é apenas mais um. Quem não se lembra de KD Lang?
Bom tire suas próprias conclusões no link abaixo. Se analisassemos técnicamente, tirariamos as nossas. Mas analisar tecnicamente Joe Satriani é de foder. Coldplay então...
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09 Dezembro, 2008
Grandes histórias do mundo da música vol.1
Tupró homenageia os grandes personagens do mundo da música.
No final dos anos 60, não havia sujeito mais festejado que Eric Clapton. A galhardia era tanta, que no metrô de Londres, os fãs pichavam frases como “Clapton is God”. Exageros à parte, o cara era - e é - um grande músico. Mas nessa época em que muita coisa ainda estava para ser feita, muitos eram considerados grandes músicos. Jimi Hendrix arriscava muito mais e era mais criativo. George Harrisson tinha uma técnica muito mais esmerada e polida, para ficar com apenas dois guitarristas da mesma época. Mas Eric Clapton era indiscutivelmente competente e com um trunfo: era respeitado tanto no rock como no blues, algo que o já citado Jimi Hendrix por exemplo, tentou e não conseguiu. Sua ascensão foi meteórica.
Nessa época, recém saído do Cream e do Blind Faith (que durou apenas 7 meses), achava que parte da culpa de sua entrega total às drogas e ao álcool, era da mídia e da idolatria de seus fãs. Foi quando em Nova York criou o Derek And The Dominos (o nome era para desviar a atenção), um supergrupo que contava com ele nos vocais e na guitarra; Bobby Withlock (membro do Delaney & Bonnie and Friends outro projeto do qual Eric Clapton fez parte) nos teclados e nos vocais; Carl Radle (membro do Colors – banda de rock psicodélico dos 60s) no baixo; e Jim Gordon (membro do Traffic, banda seminal que lançou muitos roqueiros importantes) na bateria.
Os músicos contaram ainda com a participação especial (e decisiva) de Duane Allman.
A base do projeto era o blues, porém o rock era o estilo latente do único álbum do grupo, o Layla and the other assorted love songs, de 1970, beirando até mesmo o hard-rock, como por exemplo em Layla, a faixa de trabalho, uma das mais bem sucedidas músicas da história e que foi composta para Pattie Boyd, então mulher de seu amigo, George Harrison, por quem Clapton era perdidamente apaixonado. Paixão e rejeição permeiam todas as músicas do trabalho.
Mais recentemente, Pattie Boyd a “Layla”, declarou que Clapton lhe mostrou a música, explicou que era para ela e se declarou. Junto da música, trazia uma dose de heroína e disse que se ela não o aceitasse, ele passaria a usar aquilo. Um bom tempo depois estavam todos juntos, Clapton, ela e a heroína. Foi uma tragédia, como foi uma tragédia a morte de Carl Radle por overdose; A morte de Duane Allman num grave acidente de moto; O completo esquecimento de Bobby Withlock e por fim, na mais impressionante de todas as tragédias, Jim Gordon assassinava sua própria mãe à marteladas.
Justo ele que – dizem – foi quem compôs o singelo e belíssimo solo de piano no final de Layla (há controvérsias pois quem foi visto executando-o ao vivo foi Bobby Withlock).
Clapton levou a garota e o respeito. Levou também um vício que anos mais tarde contribuiria para a morte de seu filho – e o pior, para a medonha “fase Tears in Heaven” do cara. Dentre todas essas tragédias, o mundo da música ganhou um álbum magnífico, para alguns chato, mas inegavelmente emblemático e competente. O resto é história.
A próxima história: o grande sósia do rock.
No final dos anos 60, não havia sujeito mais festejado que Eric Clapton. A galhardia era tanta, que no metrô de Londres, os fãs pichavam frases como “Clapton is God”. Exageros à parte, o cara era - e é - um grande músico. Mas nessa época em que muita coisa ainda estava para ser feita, muitos eram considerados grandes músicos. Jimi Hendrix arriscava muito mais e era mais criativo. George Harrisson tinha uma técnica muito mais esmerada e polida, para ficar com apenas dois guitarristas da mesma época. Mas Eric Clapton era indiscutivelmente competente e com um trunfo: era respeitado tanto no rock como no blues, algo que o já citado Jimi Hendrix por exemplo, tentou e não conseguiu. Sua ascensão foi meteórica.
Nessa época, recém saído do Cream e do Blind Faith (que durou apenas 7 meses), achava que parte da culpa de sua entrega total às drogas e ao álcool, era da mídia e da idolatria de seus fãs. Foi quando em Nova York criou o Derek And The Dominos (o nome era para desviar a atenção), um supergrupo que contava com ele nos vocais e na guitarra; Bobby Withlock (membro do Delaney & Bonnie and Friends outro projeto do qual Eric Clapton fez parte) nos teclados e nos vocais; Carl Radle (membro do Colors – banda de rock psicodélico dos 60s) no baixo; e Jim Gordon (membro do Traffic, banda seminal que lançou muitos roqueiros importantes) na bateria.
Os músicos contaram ainda com a participação especial (e decisiva) de Duane Allman.
A base do projeto era o blues, porém o rock era o estilo latente do único álbum do grupo, o Layla and the other assorted love songs, de 1970, beirando até mesmo o hard-rock, como por exemplo em Layla, a faixa de trabalho, uma das mais bem sucedidas músicas da história e que foi composta para Pattie Boyd, então mulher de seu amigo, George Harrison, por quem Clapton era perdidamente apaixonado. Paixão e rejeição permeiam todas as músicas do trabalho.
Mais recentemente, Pattie Boyd a “Layla”, declarou que Clapton lhe mostrou a música, explicou que era para ela e se declarou. Junto da música, trazia uma dose de heroína e disse que se ela não o aceitasse, ele passaria a usar aquilo. Um bom tempo depois estavam todos juntos, Clapton, ela e a heroína. Foi uma tragédia, como foi uma tragédia a morte de Carl Radle por overdose; A morte de Duane Allman num grave acidente de moto; O completo esquecimento de Bobby Withlock e por fim, na mais impressionante de todas as tragédias, Jim Gordon assassinava sua própria mãe à marteladas.
Justo ele que – dizem – foi quem compôs o singelo e belíssimo solo de piano no final de Layla (há controvérsias pois quem foi visto executando-o ao vivo foi Bobby Withlock).
Clapton levou a garota e o respeito. Levou também um vício que anos mais tarde contribuiria para a morte de seu filho – e o pior, para a medonha “fase Tears in Heaven” do cara. Dentre todas essas tragédias, o mundo da música ganhou um álbum magnífico, para alguns chato, mas inegavelmente emblemático e competente. O resto é história.
A próxima história: o grande sósia do rock.
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